APAE DE SÃO LUÍS PROMOVE INCLUSÃO E APRENDIZAGEM POR MEIO DE PROJETO DE ROBÓTICA
Desenvolvida no CAEE Eney Santana, iniciativa conta com parceria do CEST e apoio do Instituto Alcoa/Alumar para ampliar o acesso de pessoas com deficiência intelectual e múltipla à tecnologia.

A robótica tem ganhado espaço como ferramenta de aprendizagem e inclusão no Centro de Atendimento Educacional Especializado (CAEE) Eney Santana, da APAE de São Luís. Por meio do projeto “A Robótica como Ferramenta de Educação e Inclusão da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla”, a instituição amplia as oportunidades de acesso à tecnologia e estimula o desenvolvimento de habilidades cognitivas, sociais e práticas dos estudantes, fortalecendo sua autonomia e seu protagonismo.
Implantado em fevereiro de 2025, o projeto foi selecionado pelo Programa de Apoio a Projetos Locais 2024 do Instituto Alcoa e desenvolvido em parceria com o Centro Universitário Santa Terezinha (CEST), com apoio do Instituto Alcoa/Alumar. A iniciativa possibilitou a implantação de uma Sala de Robótica no CAEE Eney Santana, destinada a atividades de montagem e programação de robôs, com metodologias adaptadas às necessidades dos estudantes.
Na ocasião do lançamento, a gestora geral da APAE de São Luís, Christiane Diniz, destacou a importância da iniciativa para a instituição. Segundo ela, a implantação representava uma conquista aguardada pela equipe e uma oportunidade de ampliar as experiências educacionais das pessoas atendidas. “Era algo que estávamos ávidos por implantar, um projeto que vai romper barreiras”, afirmou.
Mais do que o contato com equipamentos tecnológicos, a proposta busca estimular competências como raciocínio lógico, criatividade, concentração, trabalho em equipe e resolução de problemas. As oficinas também contemplam a formação de educadores, contribuindo para o desenvolvimento de estratégias pedagógicas mais interativas e acessíveis.
O professor Thiago Nélson, coordenador de Inovação do CEST à época do lançamento, explicou que a proposta surgiu com o objetivo de aproximar a tecnologia das práticas de inclusão. “A ideia desse projeto surgiu na coordenação de inovação do CEST, para tornar a tecnologia um processo de inclusão e de transformação”, destacou.
A relevância da iniciativa também foi ressaltada pela analista de Projetos Comunitários do Instituto Alcoa, Nicole Martins Bezerra, que relacionou a proposta às transformações tecnológicas da sociedade. Para ela, além de contribuir para a aprendizagem, o projeto representa uma oportunidade de promover inclusão e desenvolver habilidades importantes para a participação das pessoas com deficiência em uma sociedade cada vez mais digital.
Experiências que fortalecem o protagonismo
A iniciativa também ganhou destaque nas atividades institucionais da APAE de São Luís. Em agosto de 2025, uma Feira de Robótica integrou a programação da Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla, dando visibilidade à robótica no ambiente educacional.
Já em setembro de 2026, durante as eleições simuladas promovidas na Semana da Inclusão Social, a estudante Débora Raquel incluiu melhorias para a Sala de Robótica entre suas propostas de campanha. A iniciativa demonstrou como o espaço passou a integrar os interesses e as demandas dos próprios estudantes, reforçando a importância de sua participação nas decisões relacionadas ao ambiente educacional.

Educação, tecnologia e inclusão
Ao investir em iniciativas que aproximam as pessoas com deficiência dos recursos tecnológicos, a APAE de São Luís reafirma seu compromisso com uma educação especializada que valoriza as potencialidades individuais, a acessibilidade e a participação social. A parceria com o CEST e o apoio do Instituto Alcoa/Alumar demonstram a importância da união entre instituições de ensino, organizações sociais e iniciativa privada para ampliar oportunidades de aprendizagem.
O projeto de robótica representa mais um avanço na diversificação das práticas pedagógicas desenvolvidas no CAEE Eney Santana, reforçando que a inovação e o acesso à tecnologia também devem fazer parte da formação das pessoas com deficiência intelectual e múltipla.










































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