Aluno da APAE de São Luís vence Olimpíada do Conhecimento, em Brasília


O aluno João Antônio Sousa Leite, acompanhado pela APAE de São Luís desde os primeiros meses de vida, compôs a delegação do Maranhão que concorreu no Desafio individual para pessoas com deficiência da Olimpíada do Conhecimento 2016, promovida pelo Programa SENAI de Ações Inclusivas e venceu na categoria panificação. Ele já havia vencido o campeonato estadual.


As provas do Sistema de Avaliação da Educação Profissional (SAEP) dos cursos de qualificação profissional do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do Maranhão (SENAI) foram realizadas de 10 a 13 de novembro, no ginásio Nilson Nelson, em Brasília.


Os alunos maranhenses são pessoas com deficiência intelectual, auditiva e visual, que tiveram 12 horas para demonstrar as habilidades técnicas e pessoais nas áreas profissionais que escolheram.

Divulgação/FIEMA

João Leite disputa na ocupação padeiro.

Na área de Panificação, o João, de 23 anos, que tem síndrome de down, foi avaliado pela produção de massas doces e salgadas, como pães, bolos e biscoitos. “Ele é um aluno muito atencioso, aplicado e se desenvolveu muito rápido durante o treinamento”, avalia o instrutor de Panificação do SENAI-MA, Marcos Cruz, responsável pelo treinamento do aluno.


O professor Elias, da APAE de São Luís, que indicou o João para realizar o curso técnico afirmou: “Era ele que tinha o perfil, sempre foi muito concentrado. A disciplina o ajudou muito nesta conquista, o João é muito dedicado”.


“Estou feliz por saber que o João vai entrar no mercado de trabalho em 2017, a gente fica apreensiva, mas é muito bom ver que ele está gostando. Ele viajou sozinho para participar da competição e essa experiência foi muito importante pra ele,” afirmou a mãe do João.


Segundo o diretor regional do SENAI-MA, Marco Antonio Moura da Silva, a entidade qualifica anualmente cerca de 1 mil pessoas com deficiência em diversas áreas do conhecimento oferecidas pelo SENAI. “Dessa forma nós fazemos com que não só, a indústria tenha mão de obra qualificada, mas também proporcionamos às pessoas com deficiência condição de empregabilidade, condição de inserção no mercado de trabalho, para que elas demonstrem o seu potencial e produtividade”.


Fonte: www.fiema.org.br

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