:: Programa de Saúde Auditiva

 

A APAE São Luís foi habilitada em agosto de 2007 no Programa de Atenção Auditiva na Média e Alta Complexidade, oferecendo atenção diagnóstica e terapêutica especializada no atendimento às pessoas com risco, suspeita ou portadoras de deficiência auditiva.   

 

O programa dispensa por mês até 230 AASI (Aparelho de Amplificação Sonora Individual) aos portadores de deficiência auditiva, independente de cor, raça ou classe social.  Para ter acesso ao Programa, basta vir à APAE São Luís portando documento de identificação do usuário, do responsável (acompanhante) e o encaminhamento médico. Este deverá procurar a recepção do Programa, localizada na Clínica-Escola, onde será agendado o início do  atendimento do usuário.


O protocolo do Ministério da Saúde preconiza nove etapas a serem cumpridas: consultas com a Assistente Social, Psicóloga e  Médica Otorrinolaringologista, exames audiológicos, pré-molde das orelhas, seleção dos aparelhos, entrega dos mesmos e duas adaptações. Todas as etapas deverão ser acompanhadas por um mesmo responsável (acompanhante) do usuário. No recebimento dos aparelhos auditivos, caso seja necessário, o usuário será encaminhado para terapia fonoaudiológica por um período mínimo de 03 meses. Após a entrega dos AASI´s, o usuário deverá retornar a cada 06 meses para novas reavaliações.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

SISTEMA FM (Frequência Modulada):

 

Em dezembro de 2014, a APAE São Luís implantou mais um serviço oferecido pelo Ministério da Saúde, para complementar o Programa de Atenção Auditiva: a tecnologia wireless do Dynamic FM (frequência modulada).
Uma das principais queixas de usuários de AASI (Aparelho de Amplificação Sonora Individual) e/ou IC (Implante Coclear) é a dificuldade de compreender a fala no ruído, principalmente em ambiente de sala de aula. Os aparelhos auditivos não são capazes de eliminar os ruídos, principalmente quando o ruído é de fala, com total eficiência para garantir uma comunicação clara nessas situações. O uso do Kit de Sistema de FM Pessoal é para qualificar o sinal de fala em ambientes ruidosos, reverberantes e quando a fonte sonora está distante do ouvinte. 


Para ser candidato à dispensação do Kit de Sistema FM a criança e/ou jovem com deficiência auditiva deve ter os seguintes pré-requisitos:


a) Possuir deficiência auditiva e ser usuário de aparelho de amplificação sonora individual e/ou implante coclear; 
b) Domínio da linguagem oral ou em fase de desenvolvimento; 
c) Estar matriculado no Ensino Fundamental I ou II e/ou Ensino Médio. 
d) Apresentar desempenho em avaliação de habilidades de reconhecimento de fala no silêncio;
e) Faixa etária de 5 a 17 anos de idade.

SOBRE DEFICIÊNCIA AUDITIVA

 

Conforme as estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS), 278 milhões de pessoas têm perda auditiva, ou seja, uma em cada 40 pessoas.

 

No Brasil, de acordo com a OMS, estima-se que esse número deve estar ao redor de 15 milhões, sendo que destes, 350 mil nada ouvem.

 

Estima-se que no Brasil 3 a 5 crianças em 1000 nascem surdas. Quando o recém-nascido apresenta complicações neonatais e precisa de internação em UTI, cerca de 2 a 4 em 100 crianças apresentam algum déficit auditivo. A deficiência auditiva tem mais importância em como as relações sociais são construídas ou significadas, ou seja, como a pessoa é falada, olhada e julgada.

 

O principal fator agravante para o fracasso escolar dos deficientes auditivos são os problemas linguístico-cognitivos: deficiência auditiva leva à falta de estímulos auditivos, logo a criança não domina uma língua oral, não desenvolve a linguagem durante o período crítico do desenvolvimento humano, levando a sérios atrasos na linguagem e comunicação; não desenvolve o pensamento, havendo graves problemas linguístico-cognitivos, não atinge plenamente os estágios do desenvolvimento humano em cada faixa etária, definida pela Teoria de Piaget, dificultando a leitura e a escrita, ocasionando isolamento social na comunidade, ouvinte, levando-a a interações negativas de contexto sóciohistórico que se processam na escola, e ao estigma/estereótipo da surdez: dificuldades de aprendizagem e fracasso escolar.

 

Identificar os sons da fala fica mais difícil quando há distração com algum ruído de fundo ou maiores distâncias.

O mundo valoriza o trabalho para a reprodução social, o que é relacionado a um contingente de pessoas saudáveis, deixando à margem aqueles que apresentam alguma deficiência.

DOAR AGORA!